17 abril, 2008

Ser pexite é...


Mandaram-me isto por mail e eu fartei-me de rir... Não sei quem escreveu mas acho que resume muito bem o que é ser um verdadeiro pexite! :D


Ser pexite é...:


1) Trocar o fim das palavras acabadas em "o" por "e" ("sogre","filhe", "mercade", "lence de papel", "lixe", "campe", etc.)

2) Tratar toda a gente por "balhão", "soce" e "pariga"

3) Começar todas as frases com "epá" e acabar com "estatão"

4) Não saber que existe o sufixo 'lhe', e quando é preciso usá-lo, dizer coisas como 'diz a ele', 'dá a ela', 'fiz a eles'

5) Estar sempre bêbado

6) Andar à porrada com pessoal de fora no Carnaval e acabar as noites no Ginásio

7) Passear na marginal (do Caneiro à Doca e da Doca ao Caneiro)

8) Cool é ir à 6ª para a Bolina e ao sábado para o Meco

9) Dizer coisas como "epá balhão, pa córas é qué o avise?", e cuja tradução é "A que horas é que é para ir para o mar", ou "Vames pá rabessa", que não é nada mais que "vamos para o Sol"!

10) Estudar na Escola Secundária de Sampaio

11) Saber que as pessoas de Setúbal são conhecidas como 'cagaleites'

12) Gozar com os "campeneses" (é considerado "campenês" todo aquele que morar depois de Santana – Santana incluída)

13) Saber que Alfarim é uma cidade independente e que comemora o Natal no dia 26 de Dezembro

14) Vestir roupa nova na Festa das Chagas

15) Saber a vida de toda a gente

16 abril, 2008

Vai uma musiquinha?

Eu sou assim, quando não tenho nada para escrever, dou-vos música!


(Pronto, confesso que foi mais para experimentar aqui a traquitana… e digo-vos já que esta merdaça demora colhões de tempo a processar o vídeo! Nota Mental: Não repetir a proeza…)

Agora a título de curiosidade: estes são os Agua de Annique e a sô dona que está a cantar (e muitíssimo bem), chama-se Anneke van Giersbergen (santinho!) e é a ex-vocalista dos The Gathering (ring any bell? não? Shame on you!).

E pronto, se não gostarem olhem… temos pena! :P

Pró happyshark =)

Sim, devo admitir que o meu ultimo post está cheio de erros. Mas tenho uma boa justificação para isso! É que na secretária ao lado da minha trabalha a Irmã Cristina e acho que ela ia ficar um bocado chocada - no minimo - se me visse uma página onde o cabeçalho diz Chupa Pilas. Por isso tenho sempre que escrever à pressa antes qe alguém passe atrás de mim e veja o nome do blog. Aliás, acho que não era só a Irmã que ia ficar chocada. Por isso meus amigos, muitas vezes não tenho tempo para reler o que escrevi e sou mesmo obrigada e postar as coisas tal e qual como as escrevo e muitas vezes escritas à pressa. Prontos, desculpem lá se incomdei alguém. Happy now happyshark?
P.S.: onde andas tu mamalhadas?

14 abril, 2008

Português - brasileiro

Cá estamos de novo para mais uma semana de trabalho... Pelo menos hoje está sol, o que, comparando com o tempo que estava há uma semana atrás, já não é nada mau.
Ouvi dizer que iamos ter que mudar a forma como escreviamos as palavras, de modo a que os portgueses e os brasileiros escrevam todos da mesma forma, ja qué, para todos os efeitos, falamos todos português. Mas eu já tomei a minha decisão e não vou passar a escrever "acto" sem "c" porque fica igual ao verbo atar e depois é uma confusão que ninguém se entende. Muito gostam "eles" de fazer estas alterações que não lembram nem ao menino Jesus. As coisas não têm funcionado bem até aqui? Alguém deixou de se entender por causa de umas letrinhas mudas? Não, pois não? Então para quê irem complicar agora? Tenho a certeza que se fizesse estas perguntas a alguém "entendido" na matéria, ia ter logo uma série de respostas que justitifcaram e até tornariam fundamental estas alterações, mas continuoa a achar que é tudo merda. No abstracto até pode ser que pareça bom, mas na prática, cheira-me que as pessoas vão continuar a escrever como sempre escreveram e nada vai mudar. Como diz um prof meu é precido tudo mudar para tudo ficar na mesma. Concordo. Já para não falar que isto vai dificultar a vida a muitos estudantes: como é que vamos saber se o que estamos a ler é brasileiro - e portanto com uma margem muito grande +para dúvidas, já que há um sem fim de trabalhos de merda escretiso em brasileiro - ou se é português, e logo mais "confiável", já que nenhum português se dá ao trabalho de partilhar coisas na internet e logo, se o faz, é porque deve valer alguma coisa. Ao aproximarem a escrita das duas linguas só vão complicr as coisas... Digo eu...

11 abril, 2008

Antigamente

Já vi que esta coisa dos amigos vai dar pano para mangas... Mas hoje não é sobre isso que me apetece falar. Já há algum tempo que oiço conversas sobre como antigamente é que havia felicidade. Mesmo sendo todos pobres, as pessoas eram mais felizes. Havia respeito (não só pelos pais como pelos outros em geral), amor e solidariedade. As crianças eram mais bem educadas. Os pais eram mais responsaveis. Enfim, no geral era tudo muito melhor. Então e agora é tudo mau? Acho que este sentimento de nostalgia, do "antigamente é que era bom" é uma coisa muito portuguesa. Gostamos de viver no passado. Nunca estamos contentes com o presente. Antes é que era bom. Detesto esta atitude. Agora também há respeito, também há amor e também há felicidade. E quando não há cabe-nos a nós fazer com que haja. Em vez de ficarmos a olhar para trás com saudade para a frente com perguiça de mudar. Há que olhar as coisas de frente, como elas são, e não como elas foram, ou como poderiam ser se o mundo não estivesse assim. E nem me vou alongar sobre este "assim", porque isso sim, dava um post sem fim. (que giro, ficou com uma sonoridade interessante...)

10 abril, 2008

Os amigos

Tenho que admitir que fiquei incomodada com o post da mamalhadas. Normalmente gosto de olhar para a vida de forma mais optimista, mas o que é facto é que partilho muito (para não dizer tudo) do que li ali. E acho que é sobretudo isso que me incomoda. Há já uns tempos que ando com a sensação que crescer implica reduzir drásticamente o número de pessoas em quem confiamos e a quem chamamos amigos. E isso deixa-me triste, mas tambem não fujo à corrente: já lá vão os anos em que andávamos aos magotes, riamos e conversávamos e eramos todos amigos. Mas depois há sempre a descoberta da amiga que se faz ao nosso namorado, ou de alguém que diz mal de nós nas nossas costas e é aí que começa o desencanto. Cheguei à altura em que muito poucas pessoas merecem a minha confiança. Perdi os magotes e ganhei a capacidade de me virar sosinha. Tenho até a tentação de dizer que, neste momento, não preciso de ninguém. É bom? É mau? Não sei, é simplesmente assim.
Tenho a vaga sensação de ter escrito aqui qualquer coisa neste sentido há uns tempos atrás. Se não escrevi, pelo menos pensei nisso. E se não o disse na altura vou dize-lo agora: os amigos são para as ocasiões. Cabe-nos a nós saber que amigos é que cabem em que ocasiões e, acima de tudo, que ocasiões é que nos cabem a nós ultrapassar. Sem bengalas nem palmadinhas nas costas.
Li há uns tempos que adolescência significa dores de crescimento. E faz sentido, porque é na adolescência que se cresce mais (e mais depressa) e crescer dói. Mas concerteza não é por acaso que todos nós queremos ser grandes. E não se faz omeletes sem ovos.

09 abril, 2008

I see dumb people...


…walking around, like regular people…

Já não esperamos atitudes positivas das pessoas. Não pensamos que elas podem ser mais e melhores. Duvidamos sempre que elas possam efectivamente mudar para melhor. Não acreditamos que elas possam ter um gesto simpático para connosco, ou que nos apoiem quando precisamos.
Estamos certos de que as pessoas erram, sem excepções. Mais tarde ou mais cedo, um erro maior ou menor, um só erro ou vários. Acreditamos piamente que até aquela pessoa que até então nunca nos desiludiu, um dia o irá fazer. E porquê? Porque é inevitável. Errar faz parte da natureza humana, toda a gente erra, porquê iludirmo-nos e esperarmos algo mais do que múltiplas desilusões?
Errar é humano e portanto, podemos fazer e dizer aquilo que bem nos aprouver. E quando alguém fica magoado, dizemos apenas: “Epá desculpa lá, foi sem querer! Ninguém é perfeito…”. E a pessoa desculpa-nos. Tal como nós, eventualmente, desculpamos tudo o que nos fazem.
E quem foge deste padrão e ousa acreditar que os erros são evitáveis, quem ousa confiar nas pessoas que o rodeiam e esperar mais do que uma desilusão. Vê-se constantemente a bater com a cabeça na parede, uma e outra vez. Vejamos…:

Os amigos? São o melhor da vida, contudo, alguns só se lembram de nós quando precisam de algo, mais que não seja de companhia para um café. Outros, até se lembram de nós só porque sim, mas têm uma certa alergia a pessoas deprimidas e portanto, se estivermos num mau dia eles têm certamente algo bem mais interessante para fazer do que dar-nos apoio.

Os conhecidos? Esses vemos quando calha e talvez nessas ocasiões se troquem algumas palavras, mais que não seja: “Olá! Tudo bem ‘miga? Arranjas-me um cigarrinho?”. Mas quando não calha também não faz mal, nem nós nos lembramos deles, nem eles de nós.

Os colegas? Esses nem são amigos nem são conhecidos. São colegas. Podemos contar com eles para nos darem apontamentos ou ter uma conversa de circunstância, no entanto, se nos tentarmos aproximar mais do que isso, olham-nos como se fossemos doidos (“Olha-me esta agora… Já somos amigos não?!”). E a verdade é que nem podemos contestar, na posição oposta faríamos (e fazemos) o mesmo.

Os/as namorados/as ou coisa que o valha? Nesses nem se fala. Somos óptimos, quase perfeitos enquanto há amor (ou mais uma vez, qualquer coisa que o valha), mas quando acaba, subitamente saltam-nos defeitos por todos os lados. Sim, agora tudo o que era “feitio” e “personalidade” não passam de meros defeitos. Lamentam o tempo que “desperdiçaram” connosco e tentam esquecer-nos a todo o custo porque, lembrar-nos é lembrarem do quão cegos e estúpidos foram (sim, agora sabem que os defeitos sempre lá estiveram).

É inútil remar contra a maré… Ter baixas expectativas facilita o processo, sempre assim o foi. Mais vale aceitar que efectivamente existem amigos com os quais não podemos sempre contar. Que os conhecidos são só aquelas pessoas que nos dizem “Olá” na rua e nos adicionam no Hi5. Os colegas, são só colegas, para algo mais temos os amigos. E os namorados, depois de o deixarem de ser, não passam de outra qualquer pessoa.

Já dizia o Joe Ancis:
The only normal people are the ones you don't know very well. Pois eu diria mais: The only normal people are the ones you don't know, at all.