21 fevereiro, 2008

Sabemos que algo não está bem quando...

(Brandon Boyd)


… em pleno dia de semana, nos deitámos às 4h da manhã (e não fomos para a borga), acordámos às 15h da tarde, e constatamos horrorizados que tivemos um sonho erótico com alguém que nem sequer achamos minimamente atraente. (Porra pá, ao menos que tivesse sido com o menino da foto!)




P.S: Happywhale, terei algum recalcamento maléfico?
Há dias que não valem mesmo nada. Estes dias têm sido assim pra mim. Há uns dias disse que por vezes me sentia sosinha no mundo. Nestes ultimos dias é mesmo assim que me tenho sentido. Sei que é um cliché, mas hoje faz-me mais sentido do que nunca: a sensação de estar rodeada de pessoas e no entanto sentir-me sosinha de qualquer maneira. É como se fossem pessoas fantasmas: sei que elas lá estão mas é assim tipo entidade superior. Estão lá mas algures numa outra dimensão que eu não alcanço e, verdade seja dita, não tenho muita paciência para tentar alcançar. Talves seja um defeito meu, mas é um facto. E é nesta "solidão acompanhada" que me encontro agora. Só me apetece encolher-me e dormir.

20 fevereiro, 2008

O regresso!

(Peter Burian, The autumn lane in winter 2007)


Ora, um grande bem-haja a todos os leitores (temos algum?) que acompanham este fabulástico blog!
Depois de meses de ausência (é imperdoável, eu sei), decidi voltar a participar e enriquecer a vossa vida, queridos leitores (há que dar graxa mesmo que as hipóteses de alguém ler isto sejam nulas), com algumas pérolas da minha, pouco interessante (ups!), vida.
E porque é que “voltastes”? Perguntam-me vocês. Epá… Porque sim.
Não, agora a sério, já que sou uma pessoa pouco ocupada, a bem da verdade, sou a pessoa mais desocupada que conheço (actualmente), lá me vou tendo que ocupar de alguma forma, e porque não escrever qualquer coisinha aqui?


Assim sendo, cá vos deixo com um excerto de uma conversa… pouco interessante:


Ele: Bem o jantar já está pronto, vou jantar, tá? Obrigada por me ouvires e desculpa lá a grande seca que te dei…


Eu: Sim, vai jantar e descansa. De nada!


(…Silêncio…)


Ele: Hãn… Era suposto teres respondido: “não foi seca nenhuma”……


Eu (para moi même, claro): Foda-se!


Das duas, uma: ou eu sou uma besta-quadrada ou dou-me com pessoas extremamente sensíveis. Seja como for, (e fazendo uso de uma grande frase do filme “Gone With The Wind”): Frankly, my dear, I don’t give a damn.

18 fevereiro, 2008

Há dias de manhã que uma pessoa à tarde não se devia levantar à noite...

15 fevereiro, 2008

Sozinha no mundo

O que é que se diz quando não há mais nada para dizer? O que é que se faz quando não há nada para fazer? Quando o tempo se arrasta e tudo o que vai ficando para trás se mistura como se fosse puré de batata: qualquer coisa mole e homogénea. Sem significado e pouco consistente. Os dias sucedem-se sem nada de novo, sem surpresa nem sobressaltos e quando damos por nós já se passaram meses (anos?) e não vivemos. Fomos vivendo. Um dia atrás do outro, num encadeamento sem fim. E depois, quando nos apercebemos o que (não) se está a passar e queremos fazer qualquer coisa, o corpo não responde, reclama, acomoda-se. Vivo nesta luta entre o que faço e o que quero fazer, o que tenho e o quero ter, o que sou e o que quero ser. Mas lutar custa e cansa e hoje estou naqueles dias em que só me apetece baixar os braços, fazer sem pensar nas consequências, sem me chatear, sem me preocupar, como se vivesse sozinha no mundo. Porque há dias que é mesmo assim que me sinto - sozinha no mundo.

13 fevereiro, 2008

Grandes verdades

Vim só aqui deixar um pensamento que ouvi no grupo um dia destes e que me deixou KO: há quatro saídas para a droga: a prisão, a loucura, a morte e o tratamento. É um frase simples mas dá muito que pensar não?

08 fevereiro, 2008

Carnaval

Finalmente acabou o Carnaval. Até costuma gostar do Carnaval mas este ano tive a trabalhar num bar e nem deu pra me mascarar. É impressionante os comportamentos estúpidos que as pessoas têm quando estão bêbadas. E, uma vez que estava a vender imperial, apanhei com muitas. Fazem as figuras mais tristes e degradantes. Este foi a minha primeira experiência atrás do balcão (a passagem de ano não conta) e aquilo não é mesmo trabalho para mim. Não tenho paciência para aturar pessoas mal educadas, com a mania que, lá porque estamos a trabalhar temos que aturar tudo o que nos aparece pela frente. Há uns estúpidos que atiram o dinheiro pra cima do balcão e nem à merda nos mandam, há outros que mesmo vendo que estamos ocupados naquele momento continuam a pedir coisas, como se conseguissemos fazer 300 coisas ao mesmo tempo. Não há paciência. Mas para mim os piores de todos são aqueles que vêm pedir coisas à borla. E chegam ao ridiculo de implorar! Houve uma que me matou completamente: já tinhamos fechado as portas e estavamos a pedir às pessoas que saissem quando se chega uma mulher ao balcão e diz "ah, já bebi muito aqui hoje por isso tá na hora de me oferecerem mais uma imperial" e eu expliquei-lhe que já não estávamos a servir - até porque se eu servisse aquela vinha logo tudo reclamar que também queria ser servido - e não é que aquela grandessíssima estúpida se vira e atira uma moeda pra cima do balcão e diz "pronto, se não quer oferecer eu pago pra me servir". Deu-me uma vontade de lhe atirar com a moeda acima... E outra, no auge da noite, tavamos nós todos enrascados ao balcão e eu tava a receber dinheiro de duas pessoas diferentes, uma pagou com uma nota de 5 e outra pagou com uma de 10. Dei o troco ao gajo da nota de 5 e quando fui dar o troco à gaja da nota de 10 enganei-me e fiz troco de 5 euros também, ela disse que aquilo não tava certo e eu perguntei se ela não me tinha pago com uma nota de 5, e ela vira-se toda indignada "não! paguei com uma de 10" emendei o meu erro, pedi desculpa e tal e ela "ah pronto, assim tá bem" como quem me manda à merda... Grr! Por isso pessoal que costuma sair à noite (ou mesmo à tarde) as pessoas que vos atendem estão a trabalhar mas não é por isso que têm que vos aturar. Essa coisa do "cliente tem sempre razão" parece-me um bocado estúpida e pouco civilizada.